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Dá para guardar dinheiro sem abrir mão das compras?

Esse é um guest post da SEOmaster. Boa leitura meninas!

Nós gostamos mesmo de fazer compras, não dá para negar. Roupas, sapatos, acessórios e maquiagem: a mulherada em geral sempre acha que cabe mais um desses itens (ou, por que não, todos!) no guarda-roupa, certo? Certo! Ah, então quer dizer que as mulheres são consumistas e não sabem guardar dinheiro, certo? Errado!

O principal erro que as próprias mulheres cometem é ter culpa na hora de gastar. Mas nós vamos acabar com isso já: se é você mesma quem trabalha para pagar suas contas, é você quem decide o que vai fazer com o seu dinheiro, ok? Essa é a nossa primeira dica para você, mulher, ter uma vida financeira mais saudável: esqueça a culpa! Fazer compras é um prazer, uma escolha e um direito seu. E ninguém tem nada a ver com isso.

A questão é que nós brasileiros, mulheres e homens (aqui não cabe divisão de gênero), precisamos aprender a gastar com mais consciência. Nós os sapatos e bolsas, eles os acessórios de carro e jogos de videogame. Cada um no seu quadrado precisa aprender essa lição.

E aqui não tem segredo: as chaves são determinação e organização. A primeira coisa que todo mundo deveria fazer é ter na ponta do lápis todas as suas despesas fixas mensais: uma planilha de contas a pagar.

Feito isso, é hora de ver o quanto sobra e ajustar metas para as despesas variáveis. Você não entendeu errado: metas de gastos. Esqueça essa história de gastar primeiro e fazer contas depois. Você precisa começar a deixar o cartão de crédito de lado e começar a pagar tudo o que for possível à vista. Essa é a reviravolta básica para quem quer se reorganizar financeiramente.

E é aqui que entra o primeiro pulo do gato. Dentro das suas despesas fixas mensais (as primeiras que você irá encaixar no seu orçamento, lembra?), um item fundamental é frequentemente esquecido pelos brasileiros. Vamos chamá-la de poupança obrigatória mensal, porque dá uma cara de imposto e se tem uma coisa que sabemos fazer bem nesse país é pagar imposto, não é mesmo?

Chamamos de obrigatória não à toa. Se você ainda não tem, precisa criar o mais rápido possível o hábito de poupar pelo menos 10% do quanto ganha todos os meses. Não tem choro, nem vela. Não há desculpas. Dê seus pulos, corte gastos, vá menos ao cinema e comece a cozinhar em casa de vez em quando. Não existe vida financeira saudável para quem não poupa.

Encaixadas as despesas fixas, incluindo a poupança obrigatória mensal, chega a hora do segundo pulo do gato. Suas compras têm que estar entre suas despesas variáveis mensais, por que não? Sem culpa, lembra?
O ponto é que nós agora temos metas de gastos mensais variáveis. Então, você irá adaptar a meta de compras (e de todas as suas outras despesas) de acordo com o quanto você ganha e não o contrário. Seu salário não estica, apesar do seu cartão de crédito insistir em lhe passar essa ilusão.

O limite do cartão de crédito e do cheque especial são empréstimos de fácil acesso, mas ainda assim empréstimos. Quando você pensa assim, fica bem mais fácil de entender que não podemos enxergar linhas de crédito como uma extensão de nosso salário. Por que então a gente insiste em cometer esse erro?

Alguns motivos colaboram:
1.Os bancos liberam linhas de crédito muito superiores às nossas condições financeiras. Para se ter uma ideia, especialistas recomendam que o limite do cartão de crédito não ultrapasse 30% do salário mensal;
2. Somos facilmente iludidos pelas parcelas. Em vez de analisar o valor total da compra (coisa que tem que acontecer se você vai pagar à vista), pensamos somente no impacto das parcelas sobre nossa renda mensal. E, o pior, muitas vezes nos esquecemos de somar as parcelas antigas, que ainda durarão alguns meses, e se somarão às novas dívidas que fizermos dali em diante;
3.Compramos por impulso porque não aguentamos esperar. Quando começamos a pagar as coisas à vista, avaliamos com muito mais critério a relevância de cada compra. Muitas vezes, se não estamos dispostos a juntar o dinheiro em tantos meses para comprar aquele produto à vista, é porque não precisamos tanto dele assim.