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De onde surgiu a ideia dos grandes negócios… Parte I

Eu sou uma completa apaixonada por empreendedorismo, adoro ler e reler histórias de negócios, de pessoas que superaram dificuldades e realizaram seus sonhos, faço isso diaramente e hoje encontrei uma matéria muito legal no site PEGN e resolvi separar e trazer um pedacinho para vocês, dividi em duas partes, amanhã posto a parte II para vocês aproveitarem ainda mais essas histórinhas.

GOÓC
DEMANDA >>> O vietnamita Thai Quang Nghia, 51 anos, chegou ao Brasil, em 1979, como refugiado. Mas nunca se esqueceu das sandálias feitas de pneu que calçava quando serviu ao exército do seu país natal como voluntário, aos 17 anos. Em 2002, voltou ao Vietnã como turista e trouxe os tradicionais calçados militares para dar de presente aos parentes. “Todo mundo gostou”, diz ele. Essa aceitação o inspirou a planejar a produção do modelo no Brasil. No ano passado, a Goóc faturou R$ 25 milhões e, neste, a previsão é chegar aos R$ 30 milhões.


RELÓGIO DE PULSO

DEMANDA >>> No início do século 20, o brasileiro Santos Dumont assombrou Paris. Com a fama das proezas aéreas, seu apartamento na Champs Elysées passou a ser frequentado por nobres e empresários, como o joalheiro Louis Cartier. Em 1903, o aviador desafiou o amigo a criar uma solução para um problema específico. O piloto precisava controlar o tempo de seus voos, mas consultar o mostrador de bolso era muito perigoso. Cartier entregou a solução no ano seguinte: o relógio de pulso. O primeiro modelo recebeu o nome de Santos. Apenas em 1911 a joalheria passou a vender a inovação, que caiu no gosto da elite da época. Cem anos mais tarde, as peças da marca chegam a custar R$ 100 mil. A empresa pertence hoje ao grupo Richemont, que faturou US$ 6,7 bilhões no ano passado.


FAST-FOOD

NECESSIDADE >>> O restaurante dos irmãos Richard e Maurice McDonald em San Bernardino, na Califórnia, foi um sucesso quando inaugurado, em 1940. Após oito anos, no entanto, nada era mais novidade. Os empreendedores fecharam a casa para repensar os conceitos. Os números mostravam que o dinheiro vinha mesmo dos hambúrgueres. Então pensaram em uma forma de rentabilizar o negócio: em lugar de um cardápio com 25 opções, teriam só hambúrguer, milk-shake e batatas fritas. Como a ideia era vender o maior número possível de unidades, a fabricação tinha de ser rápida, e o atendimento, prático. Os McDonalds inventaram então uma linha de montagem para os sanduíches. Os 20 carhops, atendentes com patins que levavam os pedidos aos motoristas, foram cortados. No novo McDonald, os clientes faziam os pedidos direto no balcão. Para tornar mais ágil a cozinha e eliminar a etapa de lavagem, havia apenas talheres, copos e pratos descartáveis. A reforma durou meses. Quando o endereço reabriu, começou a era do fast-food.

GPS AUTOMOTIVO
VIAGEM

Alexandre Derani tinha experiência com geoprocessamento e foi buscar o que havia de vanguarda na sua área fora do Brasil

VIAGEM >>> Em 1995, Alexandre Derani, hoje com 42 anos, decidiu apostar no geoprocessamento, uma tecnologia baseada nas localizações fornecidas por satélites. Nascia a Digibase, uma desenvolvedora de mapas digitais. Dois anos mais tarde, em uma viagem à Flórida, nos Estados Unidos, Derani conheceu uma nova aplicação do sistema: o navegador automotivo. “Era um aparelho grande, pesado e com funcionamento irregular. Mas soube na hora que seria o futuro”, afirma. Voltou ao Brasil decidido a reinvestir todo o lucro da empresa nessa vertente. A recompensa veio apenas em 2002. Para estrear o sistema de GPS automotivo no Brasil, criou, em conjunto com o portal MapLink, uma nova empresa, a Movix, que hoje domina o mercado.

MARIA BRIGADEIRO

DEMANDA
Juliana Motter ficou surpresa com a procura pelos brigadeiros gourmet que havia inventado

DEMANDA >>> Acostumada a fazer brigadeiros desde os 8 anos, a paulistana Juliana Motter ganhou o apelido de Maria Brigadeiro de tanto levar as pequenas bolinhas de chocolate para as festas da família. Já adulta, cursou jornalismo e, alguns anos mais tarde, gastronomia. Durante uma aula de confeitaria, teve a ideia que mudaria os rumos de sua carreira: criar uma versão chique da iguaria popular. “Pensei: por que o brigadeiro tem de ser só um doce de festas infantis?” Em pouco tempo, a jovem criou receitas com blends de manteigas francesas, chocolates importados com 65% a 85% de cacau, avelãs e pistache. Em 2008, Juliana ainda trabalhava como jornalista, quando recebeu um pedido para montar uma mesa de brigadeiros em um evento cultural. “Fiz mil unidades de cinco tipos em uma noite”, lembra. Após o coquetel, não parou mais de receber encomendas. Resolveu montar seu ateliê culinário, batizado de Maria Brigadeiro. Em dois anos, a doceira já criou mais de 40 variações. Hoje, aos 33 anos, Juliana fatura cerca de R$ 3 milhões por ano.


FILMES PELA INTERNET

PROBLEMA >>> Ao alugar uma fita de vídeo VHS do filme Apolo 13, em agosto de 1997, Reed Hastings queria apenas curtir um fim de semana despreocupado. Só que o engenheiro de Los Gatos, na Califórnia, esqueceu-se de devolver a cópia. Passaram-se seis semanas e a dívida acumulada era de US$ 40. Quando descobriu o atraso, não teve coragem de contar o que tinha acontecido à esposa. Durante uma caminhada, Hastings percebeu que muita gente passava pelo mesmo problema. Então, inventou um jeito de as pessoas não terem prazo de devolução nem multa. Na locadora virtual NetFlix, criada em 1998, os usuários pagam uma assinatura mensal, recebem os títulos em casa e podem ficar o tempo que quiserem com as cópias, mas só podem pegar outros DVDs depois de devolver aqueles em seu poder. Em 2009, a NetFlix faturou US$ 1,7 bilhão.

STARBUCKS

VIAGEM >>> Em 1982, Howard Schultz era apenas um empregado na área de marketing da torrefadora de cafés Starbucks, quando, em uma viagem à Itália, conheceu a cultura do espresso. De volta a Seattle (nos EUA), Schultz propôs aos patrões implantar um modelo similar, mas sentiu que sua ideia não foi acolhida com entusiasmo. Resolveu, então, abrir sua própria cafeteria, a Il Giornale, com a receita que o havia deslumbrado lá fora: atendimento personalizado e ambiente acolhedor, onde as pessoas pudessem relaxar e saborear bebidas baseadas no espresso. Em 1987, seus antigos chefes ofereceram as lojas da rede. Schultz fechou o negócio por US$ 3,8 milhões e juntou todas as unidades sob o nome de Starbucks. Hoje, as 15 mil cafeterias da marca faturam, em conjunto, US$ 9 bilhões por ano.

ACADEMIA DE GINÁSTICA
NECESSIDADE >>> Aficionado por esportes, Mário Sérgio Luz Moreira, aos 17 anos, tinha dificuldade de cumprir uma rotina que incluía praticar até quatro atividades em um mesmo dia. “Eu saía do clube e tinha de correr para a aula de natação, depois o jiu-jítsu, o tênis e assim por diante”, diz. Cada modalidade era feita em um endereço diferente. A rotina de ir e vir acabou por instigar o seu lado empreendedor: imaginou um lugar que reunisse de tudo um pouco. Em 1983, aos 20 anos, com US$ 100 mil emprestados de seu pai, entrou como sócio em uma academia de tênis nos Jardins, em São Paulo. Aproveitou os 3 mil m² do local para acrescentar sala de ginástica, espaço para aulas, piscina e uma loja de produtos esportivos. Nascia a Runner, que hoje conta com 20 unidades, 30 mil alunos e um faturamento de R$ 60 milhões por ano.

SPAGHETTI DE PISCINA
ASSOCIAÇÃO >>> Para pagar o curso de mestrado na França, em 1993, o paulista Adriano Sabino, 45 anos, foi trabalhar com manutenção de barcos. Uma de suas tarefas era fazer a pintura externa do barco do estilista Hubert Givenchy. Para facilitar, improvisou uma placa de espuma de polietileno como jangada. Leve e resistente, o material mantinha-o na superfície. Foi quando teve a ideia de criar um produto de entretenimento aquático que, mais tarde, viraria febre no Brasil e até no exterior: o spaghetti de piscina. Patenteou o produto, que deu origem a um negócio milionário.


SUPERBAC

EXPERIÊNCIA >>> O estudante de administração Luiz Chacon trabalhava na empresa do pai, um laboratório destinado à produção de biossoluções para o desentupimento de petróleo. Como não era biólogo, quis saber por que o produto tinha apenas um tipo de aplicação. “Descobri que poderia usar o blend também na indústria de chocolate para desobstruir canos fechados devido à gordura do cacau”, afirma. Foi assim que, em 1995, aos 20 anos, criou a Superbac, que faz limpeza à base de micro-organismos. Hoje, o paulistano de 35 anos comanda um grupo com faturamento anual de R$ 35 milhões.


CROCS

DEMANDA >>> Em 2001, em um fim de semana no mar, os amigos velejadores americanos Lyndon Hanson, Scott Seamans e George Boedecker imaginaram como seria mais fácil navegar com um sapato próprio para barcos. Após pesquisar, Seamans descobriu um composto, o Crosslite, perfeito para o produto que tinham em mente, um modelo confortável, leve, antiderrapante e que não marcasse o convés. No ano seguinte, apresentaram sua criação na feira náutica de Fort Lauderdale. Foi um sucesso. Adotado por celebridades, o Crocs tornou-se item da moda instantaneamente. Em 2009, a Crocs faturou US$ 645 milhões.

WRAPS

VIAGEM >>> Marcelo Ferraz, 42 anos, trabalhava como vice-presidente de um grupo de comunicação quando passou a alimentar a ideia de empreender. Os sanduíches enrolados em pão folha, os wraps, que havia conhecido nos Estados Unidos, pareciam ser uma alternativa interessante de comida saudável. “Os americanos fazem esses sanduíches com ingredientes de lanches naturais. Pensei primeiro em reproduzir essa fórmula. Fiz algumas degustações em casa e foi um fracasso.” Mesmo com a pouca aceitação, Ferraz acreditou no formato. Chamou então uma amiga, chef de cozinha, para criar receitas com ingredientes mais saborosos. O grupo faturou R$ 20 milhões em 2009 e deve chegar a R$ 24 milhões neste ano.

LACRE DE PLÁSTICO

ASSOCIAÇÃO Os perigosos lacres de chumbo em um ferro-velho chamaram a atenção do pai de André de Lima Castro, herdeiro da fábrica que produz um dispositivo substituto

ASSOCIAÇÃO >>> Em uma de suas andanças por ferros-velhos, onde procurava peças para seus inventos, o engenheiro mecânico Eduardo de Lima Castro Netto topou com lacres de chumbo jogados em um canto. Como trabalhava com metalurgia, ficou preocupado com a toxicidade do material. Assim teve a ideia de eliminar o metal daquele dispositivo de segurança. Após dois anos de pesquisa, lançou, em 1967, o primeiro lacre de plástico do mundo. “Meu pai era tido na família como um professor Pardal. Na época ele recusou um ótimo emprego na Coca-Cola para se aventurar no seu primeiro negócio”, conta André de Lima Castro, 46 anos, filho do inventor, falecido, e atual diretor-presidente da ELC, empresa criada por Netto para fabricar o dispositivo. Hoje o grupo reúne 350 funcionários e fatura R$ 40 milhões por ano.

LIVRARIA CULTURA
EXPERIÊNCIA >>> Dona de uma rede com nove unidades, um faturamento anual de R$ 274 milhões e um acervo com mais de 3 milhões de livros, a Livraria Cultura, aos 63 anos, só adquiriu essa maioridade quando mudou seu conceito. Foi em 1997, ao inaugurar uma unidade de 600 m2 no Conjunto Nacional, em São Paulo. “Sempre imaginei que nossas lojas pudessem se tornar um centro de entretenimento”, afirma Pedro Herz, diretor-presidente e filho da fundadora, Eva Herz. A Cultura criou espaço para debates, café e áreas de convivência.


GOOGLE

NECESSIDADE >>> A história da sacada de US$ 114 bilhões começa em 1996. Alunos de pós-graduação da Universidade de Stanford, Larry Page e Sergey Brin constantemente se frustravam com as buscas na internet. Quanto mais informação havia, mais difícil se tornava encontrar o que era relevante. Começaram então um projeto de doutorado para elaborar uma solução. Na procura por referências para a tese, surgiu o insight: no meio acadêmico, os trabalhos de maior valor mereciam mais citações de outros. Page e Brin perceberam que poderiam implantar esse critério meritocrático no sistema de buscas. Quanto mais ligações uma página conseguia, mais importante deveria ser. A Google Inc. foi criada em 1998 e hoje é a empresa de tecnologia de maior valor de mercado do mundo, à frente da Apple e da Microsoft.


BUFÊ DE SORVETE

PROBLEMA >>> Para driblar a sazonalidade, Valmir Agliardi, 59 anos, dono da Gelfs Sorvetes, decidiu instalar um bufê de cachorro-quente na porta da sorveteria da família, em Capão da Canoa (RS). “O movimento aumentou, mas as pessoas começaram a reclamar do cheiro forte de molho e salsicha”, lembra Agliardi. “O jeito foi suspender os sanduíches.” Sem ter como se desfazer das instalações, o empresário decidiu, então, espalhar os sorvetes de massa pelas cubas de inox. O cliente podia escolher só duas bolas de sorvete. Para facilitar o atendimento, foi aberta uma nova unidade, onde o cliente pegava o sorvete, pesava o copinho e pagava no final. “Foi um sucesso.”

EMBALAGEM LONGA VIDA
ASSOCIAÇÃO >>> Aos 25 anos, o economista sueco Ruben Rausing embarcou para os Estados Unidos para um curso de pós-graduação na Universidade de Colúmbia. Ao visitar lojas de conveniência e supermercados, Rausing percebeu que o autosserviço se expandia rapidamente e vislumbrou uma demanda futura por embalagens que, de algum modo, protegessem itens perecíveis. Foram mais de 20 anos de pesquisa até conseguir lançar sua embalagem revolucionária, em 1951, na Suécia: uma caixinha na forma de um tetraedro, que protegia o leite de qualquer tipo de contaminação com um sistema de seis camadas de materiais combinados. Com 21 mil funcionários, o conglomerado Tetrapak faturou US$ 11 bilhões em 2009 e distribuiu 145 bilhões de embalagens longa vida em 170 países.

LAVANDERIA
EXPERIÊNCIA >>> A lavagem a seco era dominada por pequenas e numerosas lojas na França de 1968. Empresário do setor, Roger Chavanon percebeu que o modelo era limitado. Com preços altos, o volume tendia a ser menor e as empresas mantinham-se dependentes dos mais ricos. Abriu, então, em Marselha, a primeira 5àSec. Como o nome indicava, havia apenas cinco pacotes fixos, o que possibilitava manter valores abaixo do mercado. A fórmula tornou o serviço mais acessível. A rede atende hoje 120 mil pessoas por dia, nas 1.750 unidades em 70 países. A 5àSec faturou US$ 323 milhões em 2009.

CASA PRÉ-MOLDADA
VIAGEM >>> Erguer uma residência de dois quartos com 40 m² em duas horas? Essa é a tecnologia desenvolvida pela Sudeste Construções em 2009. A estrutura, de concreto, sai pronta da fábrica em Americana, no interior de São Paulo. Depois é só encaixar as peças. Como não há desperdício de material, o custo da obra chega a cair 20% em comparação ao método tradicional. A ideia veio de uma viagem do engenheiro civil Fábio Casagrande, 33 anos, à Alemanha, em 2007. Em uma feira de construção, ele viu um sistema em que a família montava a própria casa. Pesquisou o método e adaptou-o ao Brasil.

YOUTUBE
NECESSIDADE >>> Um jantar tornou milionários três amigos. Em 2004, Steve Chen promoveu um evento em seu apartamento e chamou seus colegas na companhia PayPal. Ao final, reuniu-se com Chad Hurley e Jawed Karim para partilhar as gravações do encontro com outros convidados. As dificuldades técnicas eram gigantes. Havia uma lacuna de mercado a explorar. Pensaram na versão broadcast do HotorNot, um site em que os usuários publicam suas fotos e a comunidade dá notas e comenta as imagens. Em fevereiro de 2005, lançaram o Youtube, comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão.

LAVAGEM DE CARRO A SECO
NECESSIDADE >>> O publicitário Lito Rodriguez, 42 anos, iniciou sua trajetória de empreendedor com um tradicional lava- rápido em 1994. “Então percebi que para expandir o negócio precisaria estar onde estavam os carros, como os estacionamentos de shopping”, diz. Mas havia limitações. O serviço não poderia gerar esgoto e seria difícil conseguir torneiras. Ao colocar essas condições no papel, Rodriguez teve uma ideia radical: por que não fazer a limpeza sem água? “Fui falar com clientes, fornecedores, químicos, alquimistas, inventores, amigos. Um professor universitário me disse que era mais fácil abrir uma padaria na lua que um lava-carros a seco”, lembra. Em seis meses, Rodriguez desenvolveu uma tecnologia de lavagem a seco de automóveis, patenteada em seu nome. “Eu fui o investigador. Corri atrás, mas teve uma série de pessoas envolvidas no processo”, conta. Em 1998, a marca DryWash passou a ser franqueada e, hoje, há mais de 60 operações no Brasil.