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Estou passando por uma crise financeira, o que eu faço?

Olá meninas, hoje temos um post muito especial, com a participação do assessor de investimentos Leandro Benitez, que estará a partir de hoje colaborando com muitos materiais interessantes para aprendermos a cuidar e valorizar nosso dinheiro!
Este post é baseado numa história real que servirá de inspiração para muitas mulheres!!! Aproveitem a leitura!
Beijinhos 🙂

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Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas costuma fazer, não são poucas as que chegam a um ponto onde parece que não tem mais saída, que não vão conseguir sair do vermelho e muito menos que poderão um dia chegar a investir.
É por já ter passado por esta situação que eu venho com muita felicidade lhes dizer como é possível fazer isso de forma divertida.
Há muitos anos fui convidado para ir a um evento muito conhecido no Rio Grande do Sul, a Fenadoce. Este evento acontece em Pelotas / RS e é conhecido pela variedade e qualidade dos doces feitos artesanalmente.

 
Porém, eu estava triste pelo fato de ver pessoas com a minha idade podendo ir viajar, participar de eventos como este sem precisar se preocupar com o dinheiro e me ver preso na mesma cidade sempre sem dinheiro até mesmo para pedir a eles que me trouxessem um doce quando voltassem de lá. 
Essa situação me incomodou e me fez ir atrás de uma solução.
Pensei, CHEGA, não quero mais ser tão duro assim, quero dar uma virada na minha vida, quero viajar, quero poder fazer o que eu quiser sem precisar me preocupar com o dinheiro, foi ai que a minha avó, mulher sábia e empreendedora de sucesso me deu uma dica.
– Leandro, por que tu não fazes alguma coisa para vender e junta dinheiro para viajar? Inventa alguma coisinha e vende!
E não é que ela tinha razão, a forma mais rápida de ganhar dinheiro seria criar alguma coisa prática para vender, e uma das maiores vantagens de fazer isso é que eu poderia fazer no meu tempo, ou seja, como tinha pouco tempo para poder confirmar a minha ida a Fenadoce, teria que correr para ganhar o dinheiro necessário, o que não poderia fazer em um emprego por exemplo, tinha que ser algo em que o resultado dependesse de mim, do meu esforço, da minha dedicação para ganhar.
Foi aí que surgiu uma receita do meu avô, o “PESTO”, tempero muito conhecido no Uruguai, o mesmo é utilizado para colocar no churrasco, porém fica uma delícia se colocado no pão e levado ao forno.
Parecia que tinha descoberto o que tinha dentro da caixa de pandora, fui logo anotar tudo que precisava para poder produzir o pesto e anotei quem seria o meu público alvo.
Para não perder tempo, fui logo no sítio do meu avô que tinha uma horta nos fundos, colhi alguns ingredientes para produzir o pesto, o melhor de tudo é que era de graça!
Veja abaixo a listinha do que colhi:
– 4 pimentas (não sei qual é o tipo, é daquelas vermelhinhas);
– 1 bom maço de temperinho verde;
– 1 cabeça de alho;
– 1 pimentão.
Finalmente, havia chegado a hora de comprar o restante dos ingredientes que eu não tinha disponível na horta, comprei duas latas de óleo de cozinha.
Com os ingredientes em mãos, faltava agora o recipiente onde iria colocar o pesto, novamente sai em busca de patrocínio, fornecedores grátis! Consegui alguns potes de maionese vazios com alguns familiares.
Passei os potes de maionese na água quente, deixei eles parados para secarem completamente.
Havia chegado a hora da produção!
Peguei os ingredientes e lavei tudo, peguei uma táboa de cozinha, uma faca afiada e comecei cortando o temperinho verde, o segredo do pesto e ter muito temperinho verde bem picadinho.
Coloquei o temperinho em um tapeware e passei para o pimentão, logo para o alho e finalmente a pimenta.
Após ter picado todos os ingredientes, coloquei eles dentro dos potes de maionese e comecei a enchê-los de óleo de cozinha.
Prontinho, em menos de uma hora eu tinha a minha primeira leva de pesto do vovô.
Ainda faltava alguma coisa… não me agradava muito o fato de oferecer um pote de maionese com aquela tampa colorida, não passaria credibilidade!
Foi aí que decidi investir um pouco mais nos meus produtos! Fui na livraria e comprei umas folhas de papel vergê, fui em outra loja e comprei um metro de saco de estopa e um rolinho de corda rústica, daquelas em cor crua!
Voltando para casa, cortei uns pedaços de saco de estopa fino, cortei um pedaço de corda e fui para o computador fazer uma etiqueta, imprimi no papel vergé e vualá! A minha fabriqueta estava crescendo e minha produção ficando de primeira!
Peguei o saco de estopa recortado, coloquei sobre a tampa do pote de maionese, passei a corda debaixo em toda a volta, após dar o primeiro nó, coloquei a etiqueta e finalizei com um top, perfeito, o pote tinha ficado lindo e o custo do meu produto era baixo! Mesmo que eu tivesse que comprar todos os ingredientes, ainda assim teria um bom lucro.
Tudo pronto, era hora de assumir o papel de vendedor, peguei um bolsinho que tinha em casa, coloquei os meus “pestos” dentro dele e fui visitar os meus clientes em potencial.
Para saber a quem oferecer, fiz uma lista de pessoas que gostavam de churrasco, pessoas que gostavam de petiscos, etc.
 
Mas esperem aí, não está faltando alguma coisa?
Por quanto vou vender os “pestos”? Para chegar a esta resposta, eu pesquisei o preço dos ingredientes no mercado, afinal de contas, a horta do meu avó não daria sempre tudo que eu iria precisar.
Pesquisei o preço de recipientes similares aos potes de maionese e incluí o custo da minha mão de obra, chegando então aos preços de R$ 8,00 reais o pote pequeno (aquele potinho de maionese menor) e R$ 15 o pote grande.
Finalmente, com tudo em ordem, peguei o meu bolsinho e saí de porta em porta visitando os meus futuros clientes, logo no primeiro eu vendi um pote pequeno, o cliente disse que iria experimentar e se gostasse compraria mais, ótimo!
A minha moral estava lá encima, afinal, vender um produto novo já de primeira, era sucesso garantido!
Até tomar o primeiro não! Ah como dói. Porém não me deixei abater, o meu negócio era vender, quanto mais melhor.
Ai daquele que não comprasse o meu “pesto”, achava que eu ia desistir de vender-lhe? Muito se enganava, dois ou três dias depois estava eu lá batendo na porta novamente só que com um discurso novo, por exemplo – “Amigo, está chegando o final de semana, não quer comprar um pesto destes pequenos para poder fazer uns pãozinhos com pesto e comer com a família?”. Foi ao usar este texto que tive mais uma ideia! Por que não criar receitas que usassem o pesto e oferecer como PLUS do meu produto, muitas pessoas não gostavam de churrasco e não queriam nem saber de ficar cortando pães e colocando no forno.
Foi então que as minhas vendas bombaram, eu já não oferecia um produto, oferecia um momento em família, oferecia a pessoa a sensação de que comprando o meu “pesto” e usando as receitas que eu entregava junto, eles iriam ter toda a atenção dos amigos e familiares ao apresentar o seu novo segredo de cozinha!
As vendas deram certo e me trouxeram muitos amigos e admiradores, na época eu tinha aproximadamente 17 anos, acho que ao ver um jovem empreendendo assim, as pessoas gostavam e passavam a me admirar, inclusive contando a minha história para outras pessoas que viravam meus clientes, amigos, admiradores e o ciclo não parava.
Resumo da história, consegui juntar dinheiro suficiente para ir a Fenadoce, comer quantos doces quisesse, comprar presentes para os que ficaram e acima de tudo, conquistei a sensação de que o céu, ahh o céu, este não era o limite!
Aprendi uma lição valiosíssima, não existe uma condição tão ruim, um momento tão difícil do qual não consigamos sair. O problema dos momentos de crise financeira é que o nosso foco está totalmente voltado para o problema e não para a solução, precisamos parar, por mais que isso pareça impossível de fazer.
Precisamos ouvir o que as pessoas estão falando, não sabemos de onde pode vir a solução para a nossa crise e a oportunidade de fazer grandes negócios.
Finalmente, é preciso ter um objetivo bem claro e definido, um sonho, algo que seja maior do que a preguiça, do que o comodismo, algo que seja maior que o medo de fracassar, de levar um não, temos que usar este sentimento para nos fortalecer e para nos ajudar a persistir diante das dificuldades.
Lembrem-se caras amigas, somos capazes de realizar grandes feitos, veja quanta coisa foi criada, inventada do zero, o metal com que é feita a colher com a qual mexe o seu café, pontes capazes de resistir as maiores catástrofes da natureza, engenhocas que até mesmo o seu criador duvidou um dia que seria capaz de construir, é por isso que devemos ter claro em nossas mentes, que para chegar lá, para conseguir o que queremos, é preciso sonhar e pensar fora da caixinha, é preciso desviar das risadas desdenhosas, das piadas irônicas daquelas pessoas que não acreditam nos nossos sonhos, e no final, seremos o exemplo de que tudo é possível, basta querer, mas querer mesmo!
Espero que tenham gostado deste artigo que escrevi especialmente para vocês, inaugurando aqui a minha primeira participação como colaborador do Blog da Mulher Rica, mais uma prova de uma história de sucesso, de uma pessoa como você, como eu, que um dia já enfrentou dificuldades e que ainda enfrenta, porém as encara de forma diferente.
Do fundo do meu coração, obrigado por ter lido uma fração da minha história. Por ter me dado a oportunidade de quem sabe, ajudá-la a mudar a sua vida.
Que tal você pensar em alguma coisa que faça bem (todos temos capacidades de desenvolver talentos) e transformar isso em uma fonte de renda para sair do vermelho ou para complementar o que você já tem?
Conte com a gente e nos conte a sua história de empreendedorismo e de sucesso!
Um grandíssimo abraço!
Até breve!